por João Pedro Maciel
Segundo assessor da universidade, aluna teria provocado o caso para se promover
O assessor de imprensa da Universidade Bandeirante (Uniban), João Pedro Cardoso Cunha (60), afirmou no dia 13 de novembro que a estudante de Turismo Geisy Arruda (20), hostilizada por outros alunos da instituição por vestir um micro-vestido vermelho há pouco mais de um mês, no campus de São Bernardo do Campo (SP), se comportou como uma tarada. "Essa moça veio para a faculdade resolvida a dar, devia estar no desespero há muito tempo", declarou em entrevista coletiva.
Segundo ele, apesar de a Uniban ter voltado atrás na decisão de expulsar a aluna, a medida tomada pela universidade era a mais correta, já que Geisy teria provocado intencionalmente o tumulto, desfilando pelos corredores, fazendo propostas obscenas para os alunos e suspendendo o vestido. "Só desistimos da punição por causa da pressão do Ministério da Educação (MEC), mas de loira burra ela não tem nada. Armou tudo isso para se promover e ficar famosa", acusou o porta-voz.
Na visão de Rodrigo Pinto (23), estudante de Direito da Uniban que presenciou o ocorrido, Geisy parecia uma prostituta à procura de clientes, mas não fez sucesso porque era gordinha. "Não dá para ficar mostrando as pernas cheias de celulite por aí. Se ela fosse gostosa de verdade, ninguém teria reclamado", concluiu ele, afirmando já ter sido agarrado anteriormente pela moça. A expulsão de Geisy, para Rodrigo, foi um exagero, mas um tratamento médico seria bom: “Ela andava provocante, parecia sempre alterada. A mulher era chave de cadeia, devia fazer psiquiatria”, opinou.
Geisy rebate acusações e diz que continua na Uniban
"Acho isso tudo uma hipocrisia. Mesmo se eu fosse puta, não poderia estudar?", defendeu-se Geisy, lembrando que outras mulheres também se vestiam da mesma maneira na faculdade e que a vítima da história era ela. "Eu não estava de biquíni. O vestido nem era curto, só era apertado. Todo mundo usava roupas assim", rebateu ela. Comparando a reação ao caso com o comportamento da cultura muçulmana, aonde as mulheres andam cobertas da cabeça aos pés, a estudante criticou: "Não podemos nos comportar como os talibãs".
Para Geisy, os xingamentos recebidos só aconteceram por causa de sua baixa popularidade entre os colegas e por causa de sua aparência física. "O grupo de garotos que começou a me insultar não gostava de mim. Um deles tentou me namorar, mas era feio e eu não quis nada com ele. Só me enxotaram porque eu sou loira e gordinha", justificou ela, contando ainda que tem recebido o apoio de seus familiares e de muitas outras pessoas, através manifestações públicas pelo país.
Segundo assessor da universidade, aluna teria provocado o caso para se promover
O assessor de imprensa da Universidade Bandeirante (Uniban), João Pedro Cardoso Cunha (60), afirmou no dia 13 de novembro que a estudante de Turismo Geisy Arruda (20), hostilizada por outros alunos da instituição por vestir um micro-vestido vermelho há pouco mais de um mês, no campus de São Bernardo do Campo (SP), se comportou como uma tarada. "Essa moça veio para a faculdade resolvida a dar, devia estar no desespero há muito tempo", declarou em entrevista coletiva.
Segundo ele, apesar de a Uniban ter voltado atrás na decisão de expulsar a aluna, a medida tomada pela universidade era a mais correta, já que Geisy teria provocado intencionalmente o tumulto, desfilando pelos corredores, fazendo propostas obscenas para os alunos e suspendendo o vestido. "Só desistimos da punição por causa da pressão do Ministério da Educação (MEC), mas de loira burra ela não tem nada. Armou tudo isso para se promover e ficar famosa", acusou o porta-voz.
Na visão de Rodrigo Pinto (23), estudante de Direito da Uniban que presenciou o ocorrido, Geisy parecia uma prostituta à procura de clientes, mas não fez sucesso porque era gordinha. "Não dá para ficar mostrando as pernas cheias de celulite por aí. Se ela fosse gostosa de verdade, ninguém teria reclamado", concluiu ele, afirmando já ter sido agarrado anteriormente pela moça. A expulsão de Geisy, para Rodrigo, foi um exagero, mas um tratamento médico seria bom: “Ela andava provocante, parecia sempre alterada. A mulher era chave de cadeia, devia fazer psiquiatria”, opinou.
Geisy rebate acusações e diz que continua na Uniban
"Acho isso tudo uma hipocrisia. Mesmo se eu fosse puta, não poderia estudar?", defendeu-se Geisy, lembrando que outras mulheres também se vestiam da mesma maneira na faculdade e que a vítima da história era ela. "Eu não estava de biquíni. O vestido nem era curto, só era apertado. Todo mundo usava roupas assim", rebateu ela. Comparando a reação ao caso com o comportamento da cultura muçulmana, aonde as mulheres andam cobertas da cabeça aos pés, a estudante criticou: "Não podemos nos comportar como os talibãs".
Para Geisy, os xingamentos recebidos só aconteceram por causa de sua baixa popularidade entre os colegas e por causa de sua aparência física. "O grupo de garotos que começou a me insultar não gostava de mim. Um deles tentou me namorar, mas era feio e eu não quis nada com ele. Só me enxotaram porque eu sou loira e gordinha", justificou ela, contando ainda que tem recebido o apoio de seus familiares e de muitas outras pessoas, através manifestações públicas pelo país.
Apesar do preconceito sofrido e da falta de apoio da faculdade, que garantiu que não fará nenhum planejamento especial de segurança caso Geisy retorne, a estudante planeja voltar à Uniban para finalizar esse semestre letivo. "Quero voltar lá para passar na frente deles usando o mesmo tipo de roupa", provocou. Ela ainda descartou a possibilidade de o caso prejudicar a sua carreira e disse que, futuramente, pretende concluir o curso em outra instituição. "Não posso citar nomes, mas já recebi bolsas de algumas universidades. Vou escolher o que for melhor para mim e para minha família", contou.
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